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Novo Rol ANS: qual o impacto para as empresas?

Atualizado: Abr 28

A ANS divulgou na última semana a atualização do Rol de procedimentos, no qual incorporará coberturas obrigatória para os planos de saúde.

Foram incluídas 69 novas coberturas, sendo 46 itens relativos a medicamentos e 19 procedimentos entre exames, terapias e cirurgias.


O rol da ANS é válido para planos de saúde contratados a partir de 1º de janeiro de 1999 e sua revisão é feita a cada 2 anos. O processo de atualização ocorreu com participação da sociedade civil, com o envio de propostas para inclusões e contribuições para as propostas avaliadas. Ao todo, foram 30.658 contribuições, um crescimento de 500% sobre a última consulta pública para revisão da lista de coberturas, feita em 2017. A cobertura atualizada de procedimentos entrará em vigor no dia 01/04/2021.


Impacto no orçamento das empresas


Os procedimentos incluídos no rol são recursos para diagnóstico e tratamento de doenças do coração, intestino, coluna, pulmão, mama e outros. A partir de uma análise mais detalhada, é possível notar que grande parte das inclusões corresponde a tratamentos e medicamentos de alto custo.


A atualização periódica do rol da ANS é necessária e benéfica aos beneficiários do ponto de vista assistencial. A decisão sobre as inclusões leva em conta diversos critérios, como os benefícios clínicos comprovados, o alinhamento às políticas nacionais de saúde e a relação custo/efetividade. A medicina e a farmacologia são constantemente transformadas pela tecnologia, trazendo novos diagnósticos e tratamentos que precisam chegar ao acesso populacional.


Em contrapartida, essa atualização tem um preço. E que não é baixo, principalmente em função de novas tecnologias. A precificação dos planos de saúde é feita com base em cálculos atuariais, que levam em conta fatores de risco da população, sinistralidade, desenho de planos, abrangência geográfica e custo da rede que será disponibilizada para a massa segurada. Essa precificação, além das características do público, considera uma gama de coberturas. Logo, sempre que há acréscimo de coberturas, evidentemente, haverá potencial de impacto nas despesas com saúde para as empresas que financiam planos para seus colaboradores.


As companhias que contratam o benefício na modalidade de pré-pagamento estão sujeitas a um aumento da sinistralidade das apólices. Além disso, inclusões no rol influenciam a taxa de Variação dos Custos Médicos e Hospitalares (VCMH) das operadoras de saúde. A sinistralidade e o VCMH, juntos, são os elementos preponderantes no reajuste dos planos de saúde empresariais.


No entanto, apesar de haver essa possibilidade de aumento de custos, as empresas em pré-pagamento possuem a característica do risco direto ser da operadora e não da empresa, o que possibilita amenizar os gastos em negociações entre o cliente e o fornecedor.


Já as empresas em pós pagamento, categoria na qual normalmente se incluem as autogestões, são 100% responsáveis pelo seu risco que, se não for bem administrado, pode gerar despesas muito maiores. Nessa condição, as empresas assumem o custo da utilização dos serviços de saúde. Ao financiar diretamente o atendimento dos colaboradores junto aos prestadores, muitas das vezes não há previsibilidade sobre o consumo direto que pode ocorrer. Por isso, é importante haver uma boa gestão para a diluição do risco do contrato.


Independente do modelo de contratação e pagamento do plano, soma-se ao aumento do risco o envelhecimento da população e o crescimento anual das doenças crônicas, como cânceres e doença renal crônica (DRC). Os casos de câncer, por exemplo, devem crescer 42% na próxima década e a DRC já é considerada uma epidemia do milênio. As doenças crônicas representam alguns dos maiores custos com saúde da atualidade. Como se já não bastasse, em 2021, o país ainda enfrenta a pandemia de Covid-19, sem saber quando esta terá fim.


Gestão de saúde para reduzir as despesas


Em ambos os modelos de pagamento é fundamental, mais do que nunca, realizar esforços de gestão de saúde, com a prevenção de doenças e controle de fatores de risco. Assim, preserva-se a saúde das pessoas e evita-se a necessidade de recorrer a procedimentos mais custosos. Outra medida essencial é realizar a integração dos dados de saúde para identificação de casos que já necessitem de tratamento especial, oferecendo, por intermédio de uma equipe médica, melhor suporte ao paciente e direcionamento dentro da rede. Assim, é possível orientar os pacientes para tratamentos e prestadores mais custo-efetivos.


Para a execução desse trabalho é importante contar com o apoio de uma empresa especializada, como a iTech Care, que oferece consultoria integrada por meio de tecnologia e gestão médica. As análises preditivas da iTech Care são capazes de antever as tendências de utilização dos serviços de saúde e ajudar empresas a reduzirem seus custos.


Confira os procedimentos incluídos no rol da ANS:





















Fonte: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)