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Integração de dados e gestão de saúde corporativa

Atualizado: Mai 10

Nos últimos anos, com o avanço da tecnologia e do big data, o uso dos dados para diagnósticos e tomada de decisão em negócios vem se tornando cada vez mais acessível e assertivo.

Nas empresas, os dados já são usados há muito tempo no desenvolvimento de produtos, estudos de mercado, finanças e outras áreas. Porém, mais recentemente, seu potencial vem sendo também explorado internamente nas áreas de recursos humanos, em estratégias como people analytics e na gestão de saúde corporativa.


A área de saúde representa uma fonte riquíssima de geração de dados, que permitem o conhecimento profundo do estado de saúde e das necessidades assistenciais da população. Cada consulta, exame, terapia ou cirurgia realizados unem-se ao montante de procedimentos emergenciais ou eletivos acessados por aquele público historicamente, gerando indicadores de inteligência.


Quando falamos de dados de saúde, não tratamos somente daqueles referentes aos atendimentos no plano, mas também de outras fontes, como programas de saúde, benefício academia, medicina ocupacional, consumo de medicamentos, absenteísmo e quaisquer outras bases de dados que possam ser integradas e cruzadas para geração de indicadores.


Em um projeto de integração de dados, essas informações são consolidadas em um painel de Business Intelligence intuitivo e acessível aos gestores, para que sejam consultadas e analisadas a qualquer momento. E quanto mais o tempo passa, mais dados são gerados e integrados, proporcionando análises cada vez mais claras para a tomada de decisão.


As fases da integração de dados


1º Passo: Simplificando os dados

Antes de mais nada, é necessário a compreensão acerca dos dados de sua empresa. Você precisa saber de quais fontes eles são provenientes, como estão organizados e a função de cada tipo de informação.


2º Passo: Escolhendo o sistema

Depois disso, é necessário escolher um sistema para fazer o processo de integração. O software adequado proporciona um processo de integração mais certeiro, o atendimento de suas necessidades e uma maior relação custo-benefício.


3º Passo: Treinando os colaboradores

Mesmo o software facilitando os processos e o acesso aos dados, é necessário orientar quem utilizará o programa.


Vale ressaltar que nem sempre o departamento de recursos humanos ou de gestão médica terão disponibilidade e recursos para realizar internamente o trabalho de coleta, higienização e integração dos dados de saúde. Por isso, consultorias como a iTech Care podem oferecer esse serviço agregado à inteligência médica e expertise na gestão de saúde corporativa, tanto para redução de custos, quanto para melhoria da qualidade de vida das pessoas. Para saber como a iTech Care pode ajudar sua empresa a obter inteligência e economia usando dados, entre em contato aqui.


O que fazer após integrar os dados


Os indicadores visualizados na ferramenta de Business Intelligence são o passo inicial para o trabalho de diagnóstico, que permite a análise estratificada da população por localização geográfica, gênero, faixa etária, procedimentos realizados, risco para doenças crônicas, hiperutilizadores e outras métricas. O diagnóstico responde a perguntas como:


- O plano de saúde da minha empresa é eficiente?

- Quais as doenças mais prevalentes na população e o que posso fazer para preveni-las?

- Como os recursos financeiros estão sendo gastos?

- Quais programas de saúde devo implantar?

- Quem são os hiperutilizadores e o que posso fazer para direcioná-los para um tratamento mais custo-efetivo?

- Os pacientes crônicos estão fazendo o devido acompanhamento das doenças?


Essas e outras perguntas podem ser elaboradas e respondidas a partir da integração de dados, sendo possível também fazer análises preditivas a partir das tendências mapeadas.


Além da ferramenta de Business Intelligence com a visão global da população, também é possível criar e personalizar outros painéis para análises específicas, com recorte para saúde mental, gestantes, pacientes crônicos, simulações financeiras e outras frentes.


Os indicadores podem permitir ajustes na rede assistencial


Quando a empresa integra os dados e mapeia indicadores, além de “sair do escuro” sobre a realidade de saúde da população, também visualiza a frequência e serviços utilizados junto aos prestadores, analisa sua efetividade no desfecho dos quadros clínicos e identifica inconsistências e desvios.


A partir dessa visualização, é possível credenciar ou descredenciar prestadores, mudar o produto oferecido aos beneficiários e promover encaminhamentos mais custo-efetivos dentro da rede assistencial.


A integração de dados precisa respeitar a LGPD


Em 2020 entrou em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que determina a preservação da privacidade dos titulares dos dados.


Quando tratamos de saúde, estamos lidando com dados chamados sensíveis, que exigem medidas de proteção para preservação de titulares e dependentes dos planos de saúde. Para isso, é necessário ter uma base legal para permitir o tratamento de dados como, por exemplo, o consentimento do titular dos dados, contrato, finalidade legítima e transparência sobre a utilização, conforme previsto na lei.


Vale destacar que, além dos requisitos de confidencialidade da LGPD, somente médicos a serviço da gestão de saúde corporativa, com base no sigilo profissional inerente ao seu ofício, podem acessar dados sensíveis referentes aos beneficiários de planos. Outros profissionais poderão também manipular os dados, desde que sejam anonimizados e/ou criptografados, o que impossibilita a identificação do titular da informação.


Na iTech Care, utilizamos a metodologia de Privacy by Design que integra medidas de privacidade desde o desenvolvimento de nossas soluções até sua entrega. Todos os nossos processos estão alinhados às determinações e boas práticas previstas na LGPD.


Por que as empresas não podem negligenciar os dados?


As empresas que desejam realizar a gestão de saúde de forma analítica e com menos surpresas desagradáveis na hora do reajuste ou da análise dos sinistros, necessitam integrar seus dados e ter autonomia para obter suas análises customizadas, sem depender exclusivamente das operadoras de saúde.


É fundamental acompanhar continuamente as tendências de utilização da população, os custos, os pacientes crônicos e outros indicadores de forma consolidada, nem necessitar de uma pilha de relatórios ou de um time de especialistas para isso. A integração de dados concede autonomia e rapidez aos gestores em suas análises e, agregada ao trabalho de consultoria na gestão de saúde, possibilita fazer as mudanças necessárias para conferir bem-estar aos segurados e retorno financeiro à organização.