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A vacinação na gestão de saúde da sua equipe: por que é importante?

Atualizado: Abr 6

A corrida para a produção de uma vacina eficaz contra a COVID-19 parece finalmente ter chegado ao fim. Saiba mais sobre essa forma de prevenção tão importante.

Em 14 de maio de 1796, o médico inglês Edward Jenner desenvolveu a primeira vacina, capaz de combater um dos piores vírus da época. Em plena pandemia de varíola, ele percebeu que as mulheres ordenhadoras de leite das vacas não apresentavam sintomas da varíola humana, desde que tivessem adquirido a forma animal da doença. O médico extraiu o pus da mão de uma ordenhadora que havia contraído a varíola bovina e o inoculou em um menino saudável. Depois de repetir os testes em 21 pessoas e todos apresentarem bons resultados, Jenner foi reconhecido como o pai das vacinas. Nome que, por sua vez, se refere a “vaca”.


Como consequência, a varíola foi a primeira doença totalmente erradicada da história humana. No Brasil, outras doenças também já foram controladas ou erradicadas com o auxílio de campanhas de vacinação como sarampo, rubéola e poliomielite. Essa última, com alerta de reintrodução no país, caso a vacinação não seja eficaz devido, possivelmente, a influência de movimentos antivacina.


7 em cada 10 brasileiros acreditam em fake news sobre vacinas, de acordo com a pesquisa da Sociedade Brasileira de Imunizações em parceria com a ONG Avaaz, aplicada pelo Ibope em 2019.


O movimento antivacina, caracterizado pela contestação das vacinas a partir da desinformação promovida por notícias falsas, já é reconhecido como um dos dez maiores riscos à saúde global pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e também influencia negativamente na gestão de saúde.

Confira alguns mitos e verdades relacionados às vacinas:


1) MITO: As vacinas têm vários efeitos colaterais prejudiciais e de longo prazo que ainda são desconhecidos, podendo ser até fatais.

VERDADE: As vacinas são muito seguras. A maioria das reações são geralmente pequenas e temporárias, como um braço dolorido ou uma febre rápida. Os benefícios da imunização superam em muito o risco de efeitos colaterais. Muitas lesões e mortes ocorreriam sem ela.


2) MITO: As doenças evitáveis por vacinas estão quase erradicadas em meu país, por isso não há razão para me vacinar.

VERDADE: Embora tenham se tornado raras em muitos países, os agentes infecciosos causadores dessas doenças continuam a circular em alguns lugares. Em um mundo globalizado, eles podem atravessar fronteiras facilmente e infectar qualquer pessoa.


3) MITO: Aplicar mais de uma vacina ao mesmo tempo em uma criança pode aumentar o risco de eventos prejudiciais, que podem sobrecarregar seu sistema imunológico.

VERDADE: As crianças são expostas a centenas de substâncias estranhas, que desencadeiam uma resposta imune todos os dias. Por que com a vacina seria diferente? As evidências científicas mostram o contrário.


4) MITO: A influenza é apenas um incômodo e a vacina para a doença não é muito eficaz.

VERDADE: A influenza é muito mais que um incômodo. É uma doença grave que mata de 300 mil a 500 mil pessoas a cada ano em todo o mundo.


5) MITO: As vacinas contêm mercúrio, que é perigoso.

VERDADE: O tiomersal é um composto orgânico, que contém mercúrio, adicionado a algumas vacinas como conservante. Não existe evidência que sugira que a quantidade de tiomersal utilizada nas vacinas represente um risco para a saúde.


A vacina é, portanto, uma forma segura de induzir a produção de uma resposta imunológica no corpo, sem causar doenças. Depois de expostos a uma ou mais doses de uma vacina, normalmente permanecemos protegidos contra uma doença por anos, décadas ou mesmo por toda a vida. Portanto, ao invés de tratar uma doença depois que ela ocorre, as vacinas nos previnem de adoecer. Leia mais em: https://asapsaude.org.br/jornada-de-gsp/como-funciona-uma-vacina/3071/


Vacinação garante queda na taxa de mortalidade infantil brasileira


Segundo o site G1, o Brasil tem um dos melhores programas de imunização do mundo. Atualmente, 96% das vacinas oferecidas no Sistema Único de Saúde (SUS) são produzidas em território brasileiro. Esse foco na prevenção foi um dos principais motivos para a redução da mortalidade infantil no país. Além disso, em 1989, o país erradicou a poliomielite, em 2000 o vírus do sarampo e o da rubéola, em 2009.


O índice de mortalidade de crianças caiu 77% no Brasil em 22 anos. Segundo um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a taxa passou de 62 mortes a cada mil nascidos vivos para 14 óbitos por mil nascidos vivos. Segundo livro publicado por Stanley Plotkin, médico, estudioso e inventor da vacina contra a rubéola, com exceção da água potável, nenhuma outra modalidade teve tanto efeito na redução da mortalidade e crescimento da população como as vacinas.

A tecnologia no papel da vacinação

A corrida para a produção de uma vacina eficaz contra a COVID-19 parece finalmente ter chegado ao fim. Os pesquisadores utilizaram tecnologias nunca antes usadas em vacinas. Saiba de algumas que participaram do processo:

  • Vírus inativado: nesse tipo de vacina, o vírus é modificado com partículas químicas ou calor, de tal forma que se torna incapaz de causar infecção.

  • Vírus enfraquecido: numa vacina de vírus enfraquecido, o vírus passa por processos até que adquira mutações que o façam menos capaz de causar doença.

  • Vetores virais: nas vacinas que utilizam vetores virais, um vírus como sarampo é geneticamente modificado para produzir proteínas do coronavírus e, assim, ajudar o organismo a combater o vírus. Existem dois tipos: aqueles que ainda podem se replicar dentro das células e aqueles que não podem porque os genes principais foram desativados. Com a finalidade de desenvolver este tipo de vacina, aproximadamente 25 grupos estão trabalhando com vacinas do tipo vetor viral.

  • Vacinas de Ácido Nucleico: neste tipo de vacina, o ácido nucleico é inserido nas células humanas, que produzem cópias de alguma proteína do vírus. A maioria dessas vacinas codifica a proteína spike, proteína que o vírus utiliza para penetrar nas células do organismo humano. Pelo menos 20 equipes estão trabalhando no desenvolvimento de vacinas que utilizam informação genética de DNA ou RNA viral. São vacinas fáceis de desenvolver, pois envolvem apenas o material genético, e não o vírus.

  • Vacinas à base de proteína: neste tipo, proteínas do coronavírus são injetadas diretamente no corpo. Da mesma forma, fragmentos ou invólucros de proteínas que imitam a estrutura do vírus também podem ser usados. Pelo menos 28 equipes estão trabalhando neste tipo.

  • Outra forma consiste em utilizar partículas semelhantes a vírus, que consistem em uma “casca” contendo a estrutura externa viral, porém sem o conteúdo interior. Estas partículas não são capazes de causar infecção pois não possuem material genético do vírus. Tem capacidade de gerar resposta imune forte, mas são difíceis de serem produzidas.

Fonte: https://www.sanarmed.com/tipos-de-vacinas-em-estudo-contra-covid-19-resumo

Por que as campanhas de vacinação nas empresas são importantes? Além de prevenir a proliferação de doenças transmissíveis e beneficiar a qualidade de vida dos trabalhadores, as campanhas de vacinação nas empresas são excelentes para reduzir o absenteísmo e para manter a produtividade de toda a equipe. Essas ações são tão benéficas que alguns profissionais em idade mais avançada vêm sendo imunizados não apenas contra gripe, mas também pneumonia e outras doenças.


Investir na vacinação em empresas é uma forma prática e poderosa de diminuir o número de complicações infecciosas em uma corporação. Dentre as vacinas mais conhecidas, está a que age contra a gripe e as hepatites. A gripe é uma dessas complicações que, quando surge, pode desencadear surtos em toda a equipe. Outra doença que causa grande preocupação, ainda mais no verão, e que já possui uma vacina segura é a dengue.

Os principais benefícios da vacinação em empresas são:

  1. Prevenção de doenças relacionadas às condições e ao ambiente de trabalho;

  2. Prevenção de doenças que interferem diretamente na capacidade de produzir resultados do trabalhador;

  3. Redução das doenças infecciosas e suas consequências.


  • Tópico CORONAVIRUS: saiba quem está à frente na fila de vacinação

Mais do que nunca, os gestores de RH precisam estar preparados para lidar com possíveis problemas que possam surgir, caso a vacinação contra a Covid-19 não ocorra de forma rápida. Os critérios para vacinação favorecem, atualmente, os idosos e pessoas com deficiência com 18 anos de idade ou mais em instituições de longa permanência e indígenas aldeados, seguidos dos trabalhadores de saúde, pessoas com mais de 75 anos e povos e comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas.

Após esses primeiros grupos, idosos de 60 anos a 74 anos, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente grave, moradores de rua, população privada de liberdade e funcionários dessas instituições, trabalhadores da educação do ensino básico e superior, forças de segurança e armadas. Também foram incluídos os trabalhadores do transporte, abarcando aí empregados do transporte público de coletivos, linhas aéreas e transporte metroviário, rodoviário e aquaviário.

Confira a estimativa populacional para a Campanha de vacinação em vigor divulgada pelo Ministério da Saúde:


Por fim, vale lembrar que não há previsão para uma eventual liberação de vacinas de Covid para a iniciativa privada. No entanto, as empresas não podem esquecer que existem tantas outras doenças que impactam na produtividade e qualidade de vida, cujas vacinas estão disponíveis. A iTech Care, através de seus serviços de consultoria e tecnologia médica, é capaz de fazer estudos e auxiliá-los no desenvolvimento de ações e campanhas nesse sentido.


Quer saber como melhorar a gestão de saúde de sua empresa? Descubra o que a iTech Care pode oferecer.


Fonte: UOL | G1 | ASAP | Sesi - CE | Blog Saúde do Governo Federal | Estadão | Faculdade de Medicina - UFMG